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SETOR: Ufologia LOG_ID: 638 // 20.01.2026

ET de Varginha: A Cronologia dos Fatos 30 Anos Depois

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O dia 20 de janeiro marca a data oficial daquele que se tornou o maior mistério da ufologia brasileira. Três décadas se passaram desde que uma sequência de eventos inexplicáveis transformou Varginha, no sul de Minas Gerais, no centro das atenções globais. O chamado ET de Varginha não é apenas um relato isolado, mas um conjunto de testemunhos, movimentações militares e evidências que sobreviveram ao tempo e às tentativas de desqualificação oficial.

Revisitar este caso 30 anos depois exige um retorno às raízes investigativas, despindo-se dos filtros históricos para observar os fatos como eles ocorreram em 1996. A Revista UFO, que acompanhou o incidente em tempo real, documentou cada passo de uma história que envolve desde quedas de objetos não identificados até a trágica morte de um policial militar. Entender essa cronologia é fundamental para compreender por que Varginha continua sendo um caso aberto e central para pesquisadores do mundo todo.

Esta análise detalhada busca resgatar a memória dos acontecimentos sem as distorções que o distanciamento temporal costuma impor. Ao olharmos para os registros originais, percebemos que a força do Caso Varginha reside na consistência dos depoimentos e na complexidade das operações militares que cercaram a cidade. Trata-se de um exercício de resgate essencial para manter viva a busca pela verdade em um dos episódios mais emblemáticos da pesquisa ufológica mundial.

A Gênese do Incidente: Os Primeiros Avistamentos

A história começa antes mesmo da data oficial de 20 de janeiro. No dia 13 de janeiro de 1996, por volta das 08h00, o piloto de ultraleve Carlos de Sousa presenciou um UFO cruzar a Rodovia Fernão Dias e se chocar com o solo próximo a Varginha. Ao se aproximar do local, Sousa avistou fragmentos que pareciam se reconstituir sozinhos, mas foi prontamente expulso por militares. Mais tarde, ele relataria ter sofrido ameaças de desconhecidos, evidenciando o início de um cerco de silêncio.

Já na madrugada de 20 de janeiro, às 01h00, o casal Eurico e Oralina de Freitas testemunhou um objeto acinzentado, com formato de submarino, sobrevoando o pasto de sua fazenda a apenas 10 km da cidade. O objeto soltava uma fumaça branca e, apesar da agitação extrema dos animais, não emitia ruído algum. Este avistamento reforçou a tese de que algo anômalo estava operando na região horas antes da primeira captura oficial ser registrada.

Às 08h00 daquela mesma manhã de sábado, o Corpo de Bombeiros foi acionado para o que parecia ser uma ocorrência rotineira de captura de animal. No entanto, o que se seguiu no Jardim Andere foi presenciado por testemunhas como o ajudante de pedreiro Henrique José de Souza, que observou a operação de longe. O clima de normalidade começava a dar lugar a uma mobilização militar sem precedentes no sul de Minas Gerais.

A Captura no Jardim Andere e a Mobilização Militar

Por volta das 10h30, os bombeiros emergiram da vegetação carregando uma criatura envolta em uma rede. O ser foi colocado em um caixote coberto por lona e transferido para um caminhão da Escola de Sargentos das Armas (ESA). Enquanto o caminhão militar seguia em comboio para a cidade de Três Corações, o carro dos bombeiros retornava ao quartel, marcando o fim da primeira fase da operação de resgate daquele dia.

O evento mais famoso do dia ocorreria às 15h30, quando as jovens Kátia, Liliane e Valquíria avistaram uma criatura em um terreno baldio próximo à Rua Benevenuto Brás Vieira. Assustadas com o ser de pele marrom e olhos vermelhos, as garotas fugiram em busca de ajuda. Pouco depois, às 16h10, a mãe de duas das meninas, Dona Luísa, retornou ao local e encontrou pegadas e um forte cheiro de amônia, confirmando o relato traumático das filhas.

Enquanto a cidade era atingida por uma tempestade de granizo às 18h00, provocando quedas de energia, as operações de captura continuavam nos bastidores. O policial Marco Eli Chereze, da inteligência da PMMG, capturou uma segunda criatura por volta das 20h00. Após recusas de atendimento em um pronto-socorro comum, o ser foi levado ao Hospital Regional, gerando um burburinho imediato entre os funcionários e pacientes que presenciaram a estranha movimentação.

O Drama nos Hospitais e a Tragédia de Marco Eli Chereze

Na madrugada de 21 de janeiro, o ET foi transferido sob vigilância militar para o Hospital Humanitas, localizado em uma área mais afastada do centro de Varginha. O Exército realizou tentativas de transporte do corpo da criatura no dia 22, logrando êxito entre 15h00 e 18h00, quando o comboio partiu definitivamente para a ESA em Três Corações. O segredo começava a se mover para fora dos limites da cidade.

No dia 23 de janeiro, às 04h00, caminhões do Exército seguiram para Campinas (SP), transportando o ET morto para a Escola Preparatória de Cadetes e, posteriormente, para a Universidade de Campinas (Unicamp). Relatos indicam que o doutor Fortunato Badan Palhares iniciou a autópsia do cadáver na manhã do dia 24. Enquanto isso, os veículos militares retornavam vazios para Três Corações, encerrando a logística de transporte.

O caso tomou um rumo trágico em 15 de fevereiro de 1996, com a morte do policial Marco Eli Chereze. Com apenas 26 anos, o agente que teve contato direto com a criatura faleceu devido a uma imunodeficiência de causa desconhecida. Apesar de ter sido submetido a uma cirurgia simples para remover uma pústula, seu estado agravou-se rapidamente e a família nunca recebeu uma explicação oficial satisfatória sobre o que realmente vitimou o policial.

Revelações, Subornos e o Perfil da Criatura

Nos meses seguintes, a pressão investigativa cresceu. Em 29 de abril, as garotas que avistaram o ser denunciaram uma tentativa de suborno: quatro homens bem-vestidos ofereceram uma grande quantia para que elas desmentissem a história na imprensa. Poucos dias depois, em 4 de maio, o ufólogo Vitório Pacaccini revelou publicamente os nomes dos militares envolvidos na operação de transporte, quebrando parte do sigilo que cercava a ESA.

Em 11 de maio de 1996, o psiquiatra de Harvard, John Mack, visitou Varginha e concluiu que as testemunhas haviam vivido uma experiência real e traumática. Na mesma data, Pacaccini e Ubirajara Rodrigues divulgaram o perfil detalhado do ET: 1,60 m de altura, pele marrom oleosa, veias salientes, olhos vermelhos sem pupilas, três saliências na cabeça e pés com apenas dois dedos. A criatura ainda emitia um som semelhante a um zumbido de abelha.

A repercussão chegou ao alto escalão militar em 29 de maio, quando o ministro do Exército e 24 generais se reuniram em Campinas para uma pauta incomum. Depoimentos de militares da época sugerem que o real objetivo era ver de perto as estranhas criaturas. O caso ganhava proporções internacionais, com a imprensa estrangeira e pesquisadores como J. J. Benítez visitando o Jardim Andere em busca de evidências físicas, como marcas no solo.

O Legado de 30 Anos e a Memória Ufológica

Ao completar um ano, em janeiro de 1997, novas testemunhas surgiram, como o vendedor João Bosco Manoel, que afirmou ter visto toda a movimentação militar de captura. O piloto Carlos de Sousa também reafirmou seu depoimento sobre a queda do objeto, apesar de sofrer novas perseguições e ameaças. A persistência desses relatos, mesmo sob pressão, consolidou Varginha como o "Roswell Brasileiro", um marco de resistência da ufologia civil.

O tempo não encerrou o Caso Varginha; ele apenas reforçou a necessidade de uma análise honesta e rigorosa. Muitas das informações colhidas em 1997 pela Revista UFO serviram de base para as investigações de três décadas. Revisitar essa cronologia original permite observar o surgimento das versões oficiais e as tentativas de encerramento precoce de um episódio que, até hoje, carece de uma explicação transparente por parte das autoridades.

A preservação desta memória é uma responsabilidade editorial e histórica. Algumas interpretações iniciais podem ter sido revistas, mas o núcleo dos fatos — a presença de seres anômalos e a gigantesca operação militar — permanece inalterado. Varginha reafirma a importância da investigação independente em solo brasileiro, mantendo-se como um dossiê aberto que desafia o senso comum e exige que a ciência olhe para além do horizonte convencional.

A Linha do Tempo Definitiva: Do Primeiro Impacto ao Silêncio Oficial

O rastro de evidências: uma cronologia detalhada dos dias que abalaram Varginha

Abaixo, apresentamos a sucessão de eventos que compõem o mosaico do Caso Varginha, resgatando os registros feitos no calor dos acontecimentos:

Janeiro de 1996: O Impacto e as Capturas

O Transporte e a Autópsia

A Tragédia e o Cerco de Silêncio

A Investigação e a Repercussão em 1996

Um Ano Depois: Novas Testemunhas e Ameaças

ET de Varginha é muito mais do que uma lenda urbana; é uma cronologia viva de eventos que desafiaram o poder instituído em 1996. Dos primeiros avistamentos de Carlos de Sousa à trágica morte de Marco Eli Chereze, os fatos registrados há 30 anos continuam a ecoar. Este resgate histórico, fundamentado nas raízes da investigação ufológica, demonstra que a transparência ainda é o único caminho para encerrar um dos capítulos mais fascinantes da história mundial.

Artigo Finalizado por:

Pedro Scäråbélo

Blog Mundo Desvendado